Entre os dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro, ocorreu o 48° Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Diversos temas foram debatidos como a degradação ambiental, as violações da cibersegurança, e as tensões econômicas e geopolíticas.
Todos
os anos, na terceira semana de janeiro, desde a fundação do Fórum Econômico Mundial
(FEM ou WEF na sigla em inglês), em 1971, pelo professor da Universidade de
Genebra, Klaus Schwab, líderes empresariais, políticos, jornalistas e intelectuais
se reúnem em Davos para discutirem sobre os principais desafios do mundo e como
superá-los.
O Evento
Em
2018, a pauta escolhida como tema foi: “Criando um futuro compartilhado em um
mundo fragmentado”. Foram mais de 400 painéis e sessões, liderados por um grupo
de sete mulheres, para discutir os problemas atuais e as questões de gênero.
Além
disso, o evento contou com mais de 3000 personalidades mundiais, entre eles, grandes
chefes de Estado como, Emmanuel Macron, Angela Merkel, Theresa May, e nomes
empresarias como, Marc Benioff da Salesforce, Carlos Ghosn da
Renault-Nissan-Mitsubishi e Sir Martin Sorrell do WPP. O Brasil, foi
representado por seu presidente, Michel Temer, que apresentou as reformas que
seu governo vem fazendo como as mudanças na legislação trabalhista e o plano de
aprovar as mudanças na previdência social. A novidade foi a presença do
presidente americano, Donald Trump, já que os EUA não enviavam um chefe de
estado no evento desde Bill Clinton, em 2000.
Globalização
O
discurso de Trump era muito esperado, pois desde que se tornou presidente
defende a prática protecionista concretizada no slogan “a América em primeiro
lugar”. Essa prática vai contra diversos tratados ratificados pela grande
maioria dos países, em favor de um mundo globalizado. Tratados como a Parceria
Transpacífico e o acordo de Paris, muito importantes para solucionar alguns dos
mais importantes problemas mundiais, foram recusados pelo presidente americano.
Trump, em sua fala, justificou sua recusa em aderir a estes tratados e acordos
dizendo que são incompatíveis com a posição de liderança que deseja alcançar. O
presidente Trump acrescentou que o fato de não aderir aos tratados e acordos
não significa que quer isolar os Estados Unidos do resto do mundo, mas acredita
que se os Estados Unidos crescer poderá contribuir para o crescimento do resto
do mundo.
Os
chefes de Estado de outros países se manifestaram após o pronunciamento do
presidente americano como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que foi
bem incisivo sobre a política protecionista adotada por Trump: “Muitos países
estão cada vez mais focados em seus mercados internos, e a globalização está
encolhendo. Essas tendências não podem ser consideradas um risco menor do que o
terrorismo ou as mudanças climáticas”.
Embora
o líder indiano defenda a globalização para todos os países do mundo,
constatamos que não são só os EUA, mas diversos países também têm aderido a
essa política protecionista. Uma pesquisa da revista Exame, mostra as vantagens
da globalização para os diversos países nas últimas décadas. Entre 1990 e 2015, tivemos uma redução na
miséria. De 1,9 bilhão de pessoas na extrema pobreza para 700 milhões, sendo
que a população mundial cresceu 40% no período.
Meio Ambiente
Narendra
Modi ainda discursou sobre o meio ambiente e fez críticas. Ele colocou o risco
ambiental como uma das maiores preocupações que, a seu ver, deveriam ser alvo
de cooperação multinacional. "O que podemos fazer juntos que vá melhorar
essa situação? Todos falam em reduzir as emissões de carbono, mas muitos poucos
respaldam suas palavras em ações e se preocupam em ajudar os países em
desenvolvimento a lidar com o problema”, afirmou.
Narendra
Modi tem razão, nesses últimos anos os problemas de degradação ambiental
cresceram muito e a tendência é que continue assim pelos próximos anos, segundo
o relatório Global de Risco de 2018. São diversos os desafios que precisam ser
enfrentados, aquecimento global, aumento de emissões de CO2, a perda da biodiversidade
e, a poluição do mar e do ar. Os problemas só crescem e será difícil sustentar
o impacto sofrido ao planeta. A respostas são necessárias e precisam ser implementadas,
através de políticas públicas de forma rápida para minimizarmos e revertermos a
degradação ambiental.
Cibersegurança
Outro
assunto debatido no Fórum Econômico Mundial e que afeta a todos os países, são
os crimes cibernéticos. Muitas empresas e instituições já foram afetadas e o
prejuízo chega globalmente a um custo de US$ 500 bilhões por ano. Em uma
coletiva de imprensa, O diretor do Fórum, Alois Zwinggi, falou que a
cibersegurança se transformou em um dos temas mais importantes do mundo que abrange
toda a sociedade global e, todas as áreas da economia e, principalmente, o
crescimento econômico. Em resposta, o Fórum criou o Centro Global para o
Ciberespaço que estará em operação a partir de março. O objetivo será o de fomentar
a colaboração público-privada na luta contra as ameaças cibernéticas. Os
membros serão companhias globais que são mais afetadas pelas ameaças
cibernéticas, governos dos países que formam o G20, não excluindo outros países,
que puderem colaborar.
O Instituto Amantiflore e Fórum de Davos
O
Instituto Amantiflore acompanhou as deliberações e as discussões em Davos e
adota como postura alinhada com a globalização e a cooperação mútua de todos os
países e instituições, principalmente, no que se refere a questão ambiental.
Acreditamos que sem a cooperação mútua entre os países e as instituições será
muito difícil conseguirmos reverter a degradação ambiental e nos prepararmos
para um novo modelo de civilização sustentável que garanta a qualidade de vida
na terra.
O
Instituto Amantiflore está apoiando a elaboração de projetos sustentáveis na
área de ecoturismo, hospedagem, terapia artística, projetos culturais e de
agricultura, com o objetivo de contribuir com a proteção ambiental.
Nós
do Instituto Amantiflore estamos na expectativa, que pelos próximos anos,
depois de Davos 2018, possamos testemunhar ações concretas, estimuladas por
políticas públicas, em consonância com a consciência sustentável de todos os
segmentos da sociedade.
Quer saber mais sobre Davos?
O
Fórum Econômico Mundial começou como uma conferência acadêmica sobre gestão com
o nome de Simpósio Europeu de Gestão. O primeiro evento ocorreu em Davos, durou
duas semanas e foram convidados 444 executivos. O objetivo, do evento, era o
compartilhamento de como funcionava os sistemas de gerenciamento nos EUA. Ao
longo dos anos, foi se consolidando e consequentemente por causa de alguns
eventos como, o colapso do mecanismo de taxa de câmbio fixo de Bretton Woods e a Guerra
Árabe-Israelense, o Fórum começou a debater diferentes assuntos em questões
ligadas a gestão para temas econômicos, sociais e políticos. Assim, Davos,
cresceu muito desde seu início e começou a atrair não só políticos, mas também
diversas personalidades mundiais para se tornar o que é atualmente.
Autores: Alberto Vidigal Filho e Tania M.S.
de Sá Moreira
Fontes:
