quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Lançamento do livro “Por uma São Paulo mais Sustentável”

(Anna Helena Novaes Monteiro da Silva e Tania M. S. De Sá Moreira
Com o Vereador Gilberto Natallini e Marcelo Morgado)
Olá,

Foi com muito prazer, que nós, do Instituto Amantiflore, recebemos o convite de Gilberto Natalini e Marcelo Morgado, para o evento no dia 05 de Junho de 2017, na livraria Cultura de lançamento do livro “Por uma São Paulo mais Sustentável”. Anna Helena Novaes Monteiro da Silva, presidente, e eu, Tania M.S. de Sá Moreira, vice-presidente comparecemos prestigiando o importante evento!
O evento foi muito concorrido e diversos setores da sociedade estavam presentes, nos dando a esperança, de que o trabalho coordenado por Gilberto Natalini e Marcelo Morgado trará muitos frutos, pois será tomado como referência, quando políticas públicas sustentáveis e sua aplicação no Plano de Metas forem ser debatidas, tanto na Câmara Municipal de São Paulo como no Gabinete da prefeitura e, também no seio de toda a sociedade. Acreditamos que iniciativas como esta devem ser prestigiadas, compartilhadas e divulgadas, pois vão de encontro ao nosso objetivo: mitigar os entraves ao modelo sustentável!

O livro é enriquecido com a participação de Dr. José Goldenberg, presidente da FAPESP, de Dr. Eduardo Jorge Sobrinho médico ambientalista e que foi Secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente e, também conta, com a participação de diversas personalidades e especialistas sobre o desenvolvimento da cidade de São Paulo como, Dr. Cândido Malta urbanista e professor da USP, Fábio Feldmann, ambientalista e político, Abram Szajman, presidente da Federação do Comercio do Estado de São Paulo, Gesner de Oliveira, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, José Gregori,  advogado e embaixador e muitos mais, que dão, ao livro, preciosas contribuições.

Em seu prefácio, o Dr. Eduardo Jorge ressalta a importância da iniciativa dos autores, se referindo à obra como esclarecedora e completa, por contemplar todos os aspectos vitais para uma análise realista do aspecto econômico, social e ambiental, do tripé conceitual da sustentabilidade.
Os autores explicam que, para que a grande metrópole possa, de fato, ser aprazível e oferecer um bom nível de qualidade de vida a seus habitantes é preciso, em primeiro lugar, contar com um plano que seja eficiente. Este plano deve apontar metas claras e definir os métodos e instrumentos que permitirão atingir as metas propostas, estabelecer diretrizes de treinamento e educação, propiciando àqueles que executarão as tarefas, capacidade de coletar e analisar os dados obtidos, utilizando-se dos indicadores pertinentes, a saber: IDH - índice de desenvolvimento humano, IPCC - índice do Intergovernamental Panel of Climate Changes da ONU, índices habitacionais e populacionais, índices da gestão dos resíduos sólidos, índices de abastecimento e saneamento de água e, não menos importante, índices de saúde, educação e transporte e, também, índices de disponibilidade de recursos naturais. Depois de coletados e devidamente analisados, elaborarão um diagnóstico realista e completo, que permitirá implantar as medidas cabíveis compatíveis ao orçamento municipal. 



Abaixo seguem alguns depoimentos relevantes das personalidades que participam da obra.
Professor Dr. Cândido Malta, ressalta o importante papel da mídia no processo de conscientização da sociedade no que diz respeito a sustentabilidade e acrescenta que a grande mídia detém o poder maior na reprodução e produção cultural no Brasil, muito mais amplo do que o ensino formal nas escolas, faculdades e universidades. E que as mídias alternativas propiciadas pela internet estão surpreendendo pelo seu poder de mobilização, especialmente da juventude sequiosa de participar da definição dos destinos do país. O professor acredita que a produção cultural da grande mídia e da internet devem, portanto, ser complementares à produção de conhecimento das escolas, faculdades e universidades que, em sua opinião, são de extrema importância para a sociedade como um todo.

Fábio Feldmann em sua participação no livro, ressalta a importância do engajamento da sociedade, como um todo, na política, considerando que somos todos eleitores e que a elaboração de políticas públicas sustentáveis passa necessariamente pela casa legislativa. Esta postura, em sua visão, é importante, para que seja possível continuar a promover debates entre os políticos e os vários segmentos da sociedade, como tem sido feito pelo Vereador Natallini, onde são discutidos todos os temas relativos à forma como a sociedade deseja a urbanização sustentável em São Paulo.  

Abram Szajman em sua participação, se mostra otimista dizendo acreditar no potencial e na capacidade criativa dos paulistanos, sempre confiantes em soluções que nos fazem crer que nunca é tarde demais e, concorda com o vereador Natallini, em relação à necessidade de criação de um planejamento ágil o bastante para acompanhar a velocidade do crescimento da cidade.

O professor Gesner de Oliveira acredita que a ciência econômica, área em que atua, aponta saídas para construir a sustentabilidade, tema desta obra. Acredita que é preciso mimetizar os sistemas ecológicos e reciclar resíduos inserindo-os no processo produtivo! Esta é, em sua opinião, a aposta para o futuro! A chamada “economia circular”.
José Gregori, advogado e embaixador e Secretário Nacional dos Direitos Humanos chama atenção para que a sustentabilidade seja tratada de forma holística para ser implantada! Isto porque, em sua opinião, São Paulo é um imenso arquipélago urbano e a sustentabilidade é o caminho para que São Paulo se transforme em um imenso continente.

Podemos concluir que esta obra demonstra que é possível perseguir o ideal de sustentável no Brasil se o capital humano for valorizado e todos os segmentos da sociedade forem ouvidos e a interatividade política for praticada. Mas como podemos sair deste ciclo vicioso de políticas e iniciativas insipientes e isoladas e torná-lo virtuoso? Este é o grande desafio!
Este desafio passa pela garantia de sobrevivência de um planejamento de longo prazo respaldado em leis aprovadas durante determinada gestão com o apoio de todos os setores da sociedade, pois no Brasil não temos uma cultura de continuidade da gestão pública. É preciso que estejamos conscientes deste fato e, trabalharmos em conjunto, para que seja possível aproveitar cada iniciativa sustentável e seguir avançando e nunca permitir o retrocesso.  



De acordo com reportagem da revista Exame, em sua edição de aniversário de 50 anos, várias cidades do mundo já estão fazendo a lição de casa e saem na frente, como protagonistas, proporcionando a seus moradores a qualidade de vida que todos almejamos:  Melbourne na Austrália, São Francisco e New York nos EUA e Shenzhen na China!  O que todas elas tem em comum? Planejamento para uma gestão Sustentável!


Grande abraço,